O caso de Jean Charles foi repleto de erros operacionais.

Falta de comunicação, identificação errada, ausência de foto clara do suspeito, e permitiram que ele chegasse ao metrô.

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O caso de Jean Charles foi repleto de erros operacionais.
O caso de Jean Charles foi repleto de erros operacionais.

O caso de Jean Charles foi repleto de erros operacionais. Falta de comunicação, identificação errada, ausência de foto clara do suspeito, e permitiram que ele chegasse ao metrô.

Em ambientes de alta ameaça, o problema costuma ser o excesso de urgência e pouco tempo para analisar as informações disponíveis.

Quando isso acontece, três distorções aparecem:

A primeira é o viés de confirmação. A equipe não busca a verdade, busca validar a suspeita inicial.

A segunda é o efeito túnel. Outras hipóteses deixam de existir. O alvo deixa de ser uma pessoa e passa a ser uma narrativa.

A terceira é a compressão de decisão. Tempo reduzido + risco elevado = decisões baseadas em percepção, não em validação.

Toda a ação se deu a partir de uma probabilidade. "-Pode ser o alvo"

E probabilidade não autoriza ação letal.

Um erro humano, que evoluiu para uma tragédia.

Se você tivesse que decidir em segundos, confiaria no seu julgamento… ou exigiria validação?

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